Exporte a mola no comprimento de trabalho, não só no estado livre
Sua montagem em CAD precisa da mola instalada, não da mola solta na bancada. Veja por que exportar geometria defletida importa e como fazer isso em um clique.
Todo software de CAD conhece um problema antigo: a mola desenhada no estado livre nunca é a mola que aparece na montagem. Na máquina real, a mola vive comprimida entre dois assentos, esticada entre dois ganchos ou carregada em uma posição de trabalho. O modelo 3D do estado livre atravessa as peças vizinhas, e o projetista acaba remodelando a mola na mão só para o desenho fechar.
Esse remodelo manual costuma seguir uma receita conhecida: recalcular o passo para o comprimento carregado, redesenhar a hélice, torcer para que ninguém mude a carga depois. Além de lento, o resultado quase sempre carrega um erro silencioso: assumir que todas as espiras se fecham por igual.
Por que a deflexão não é uniforme
Em uma mola cilíndrica de passo constante, todas as espiras ativas têm a mesma rigidez e de fato se fecham por igual. Mas em dois casos muito comuns isso deixa de valer.
- Passo variável: o trecho de espiras fechadas encosta primeiro. Depois que ele assenta, só o trecho aberto continua se movendo. A distribuição de passo da mola defletida é diferente da distribuição em vazio.
- Molas cônicas, barril e ampulheta: a rigidez de cada espira depende do cubo do diâmetro. As espiras maiores são muito mais macias e assentam primeiro, enquanto as menores quase não se moveram. Uma hélice encolhida uniformemente está simplesmente errada.
O que muda quando a geometria segue a física
No nosso estúdio, a mesma modelagem que calcula a curva de carga e deflexão alimenta a geometria exportada. Ao pedir a mola em um comprimento de trabalho, cada espira fecha exatamente o quanto a física manda: o trecho fechado do passo variável assenta primeiro, as espiras grandes da cônica empacotam antes das pequenas.
O resultado é um arquivo STEP, IGES, DXF ou CSV de linha central que cai na montagem já no comprimento certo, com a forma certa. Sem remodelagem, sem macro, sem aproximação de passo constante.
Como usar
- No estúdio, arraste o simulador até a posição de trabalho desejada e exporte: o arquivo sai naquele comprimento.
- No designer, informe o comprimento de trabalho no menu de exportação CAD, ou deixe em branco para o estado livre.
- Para quem prefere coordenadas puras, o CSV de linha central lista os pontos X, Y, Z do arame em milímetros, prontos para uma curva por pontos em qualquer CAD.
Quando isso importa de verdade
Verificação de folgas em montagens compactas, onde a mola comprimida define o envelope real. Estudos de interferência com o eixo ou o furo. Renderizações e documentação de produto que mostram o mecanismo na posição de uso. Impressão 3D de protótipos na condição instalada. Em todos esses casos, a geometria defletida correta economiza uma rodada inteira de retrabalho.
Exportar no comprimento de trabalho é um clique. O tempo que isso devolve para a engenharia é a parte que interessa.
Perguntas frequentes
A exportação defletida vale para todos os tipos de mola?
Compressão (cilíndrica, passo variável, cônica, barril e ampulheta) encurta até o limite da altura sólida, e tração alonga a partir do corpo fechado. Torção exporta no estado livre, pois a deflexão é angular.
O que acontece se eu pedir um comprimento abaixo da altura sólida?
A geometria trava na altura sólida: nenhuma mola física fica mais curta que o pacote de espiras, e o arquivo exportado respeita esse limite.
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